hey! esse post é uma série, não deixe de ler a primeira parte do texto aqui!!! 

 É, você leu mesmo certo, o dicionário! Sabe, aquele tijolinho de papel com inúmeras folhas e que nem dá para ler do início ao fim! Não eram mais os anos 80 mas a internet não tinha chegado ainda, então... Ah, a playlist também estava mudando com uma galera como Guns n’ Roses, Nirvana e Red Hot Chilli Peppers.
dictionary = my best friend

 Nesse ponto o leitor (ou leitora) deve estar se perguntando, mas porque um texto sobre língua inglesa cita músicas?

 O amor por uma certa boy band_minha paixão[hoje = crush ] era o Nick Carter do Backstreet Boys_. Desculpe se decepcionei a quem havia achado que eu era uma roqueira, mas nessa época só escutava I Want It That Way, Quit Playing Games, I’ll Never Break Your Heart e Get Down. Eu ouvia e não conseguia acompanhar, ou queria acompanhar mas não sabia se a música estava falando que amava a menina ou se queria ela bem longe. Eu sabia que fire era fogo que I era eu mas depois do terceiro verso...

 Essa mistura de agonia com curiosidade meio que me ‘obrigou’ a arregaçar as mangas e começar a estudar. Sozinha e por conta própria*. Comprei o CD (sem internet, não esqueçam!) e lá se iam tardes inteiras dedicadas a escutar uma frase, escrever no caderno (computador era coisa de grandes empresas) e folhear o dicionário para traduzir e ver depois em alguma revista adolescente se a tradução estava certa. Os novinhos talvez não consigam ‘visualizar’ esse processo mas era assim que as coisas funcionavam, rs.
"You are my fire, the only desire..."


 A internet chegou (ainda sem smartphones), o ensino médio acabou e no primeiro dia de faculdade no meio da aula inaugural meu professor de economia disse uma frase que mudaria minha vida: Que legal que escolheram essa área, mas se não tiverem conhecimento sobre o que está acontecendo no mundo lá fora, informática e inglês fluente o seu diploma será apenas mais um pedaço de papel e esses três anos não valerão nada.

TO BE CONTINUED...

*por conta ‘própria’ leia-se juntando o dinheiro que seria para o lanche do recreio hahaha


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**Atualização 15.04.2017=> Hey!  Este post ganhou uma sequência!

Fazer um curso é muito legal, não é mesmo? Eu, particularmente, adorava ir para o Inglês, mesmo quando tinha que estudar depois de um longo dia de serviço. Mas, de vez em quando, a gente acaba fazendo coisas na hora da aula que não deveriam ser feitas naquele momento.

 Três coisas que você não fez na aula de inglês_ e deveria ter feito

Antes de começar o nosso top 3, quero deixar claro que esse ponto de vista é relacionado à minha experiência como aluna, ok. (O lado ‘teacher’ fica para um outro post)

I. Colocou a conversa em dia

 Imagina a situação, você conhece um monte de gente legal, geralmente com a mesma idade que você, mas só pode encontrá-los no curso, uma vez na semana, e apenas durante duas horas! É claro que o tempo acaba sendo curto para colocar o papo em dia e saber se o crush virou namorado, se a briga com a amiga foi resolvida, se aquele filme IM-PER-DÍ-VEL que você sugeriu na semana passada foi visto e por aí vai... Se você age assim na aula, sinto dizer que, muito provavelmente, 70% do que foi falado pelo seu professor não ficou com você.

O leitor deve estar pensando agora:_ Mas como assim?! É claro que eu consigo lembrar de duas coisas ao mesmo tempo!

Ok, ok, eu explico. Lembrar, a gente até lembra, mas só o que o cérebro acha que é importante. Se você já saiu de casa pensando no que ia comentar com a galera do curso, o mais provável é que ISSO acabe sendo arquivado perfeitamente _inclusive a resposta de cada um_ já as palavras novas da conversação....Melhor consultar aquele amigo estudioso (toda turma tem um!) antes da prova para ver se não se esqueceu algo importante.

II. Saiu traduzindo tudo


 É bacana saber o que a palavra quer dizer no seu idioma, nada contra isso. Mas traduzir só é eficaz quando estamos começando a estudar. Pense numa aula para crianças de 6, 7 anos. Se a criança aprende as cores escrever azul do lado de blue ou rain do lado da palavra chuva faz todo o sentido do mundo. Porém, a medida que o nosso nível vai aumentando o vocabulário passa a ser composto por expressões e não ‘palavras soltas'


Exemplo: Thank you= obrigado a você (certo)   You’re welcome = Você é bem vindo (errado)

 Notou o que quis dizer? Traduzir ‘obrigado’ até poderia ser aceito, mas a resposta convencional para ‘de nada’ em inglês é a frase You’re welcome! que não tem nada a ver com a tradução isolada de cada uma das suas partes. Ah, e quando ouvir uma palavra nova troque o How do you say.... pelo What does it mean? Assim você aprende o sentido da palavra e não a tradução dela. #ficaadica

III. Evitou a aula de conversação


 No meu curso _e talvez no seu também_ a parte da conversação era separada da aula regular. Assim, às sextas, quem quisesse podia ir à noite na escola de idiomas e fazer uma hora de chat com os outros alunos e um professor convidado.

 A Lu aqui era tão tímida (ainda sou) que só de imaginar uma sala cheia de gente que não era da minha turma com um professor desconhecido já pensava duas (3,4,5...) vezes antes de sair de casa com medo de falar alguma coisa errada ou não entender o que os alunos do nível avançado fossem me perguntar. Conclusão: em 5 anos de curso devo ter ido a uns 10 chats :(

 Não seja assim, tá bem! Depois que você se formar muito provavelmente as chances de conversar em inglês de forma descontraída com alguém para te orientar da maneira correta ficarão cada vez mais escassas. Não faz mal trocar uma palavra ou outra no início, triste vai ser pegar o diploma e não conseguir conversar por mais de cinco minutos com alguém por falta de vocabulário.


 Depois de ler essas dicas espero que possa aproveitar melhor sua próxima aula de inglês! You can do it!

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